Governo do Distrito Federal
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18/03/21 às 16h40 - Atualizado em 18/03/21 às 19h01

DF deve manter produção e colher 8 mil toneladas de goiaba este ano

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Goiaba da variedade Paluma cultivada em Brazlândia, pronta para comercialização

 

 

Os produtores de goiaba do Distrito Federal devem colher 8 mil toneladas da fruta neste ano, mantendo a média dos últimos três anos. A safra principal vai até o final do mês – o segundo período de colheita, a “safrinha”, ocorre de setembro a outubro. O DF tem cerca de 100 produtores, com uma área total de quase 300 hectares plantados da fruta, 22,7% da área de plantio destinada à fruticultura na capital.

 

Propriedade produtora de goiaba atendida pela Emater-DF

 

A principal região produtora da fruta no DF é Brazlândia, concentrando 98% da área de cultivo. Segundo o coordenador do programa de fruticultura da Emater-DF, Felipe Camargo, a produção representa uma receita bruta de mais de R$ 10 milhões aos produtores da fruta e gera subprodutos apreciados pelo mercado. Além de fresca, ela pode ser consumida desidratada, em polpa, sucos, néctar, geleia, sorvetes e doces.

 

A goiaba é uma das frutas em que o Distrito Federal é autossuficiente – dados da Ceasa de 2019 mostram que das 3.957 toneladas da fruta comercializadas na Central, 3.098 toneladas eram de produtores do DF. Para comparar, das 15 mil toneladas de banana prata comercializadas em 2020 na Ceasa, apenas 336 toneladas eram de produtores locais.

 

“Além da Ceasa, os produtores comercializam diretamente a consumidores, mercearias, mercados, lanchonetes ou em feiras. Como o que acontece na Ceasa é um retrato do que acontece no DF, podemos dizer que somos autossuficientes na produção de goiaba. O que produzimos atende o mercado interno”, diz Camargo.

 

Produtividade
No DF, a produtividade da fruta é maior do que a média nacional. Os produtores locais colhem 27,5 toneladas por hectare, enquanto a média do país é de 26,4 toneladas por hectare. Segundo Felipe Camargo, a produtividade do DF é maior graças a tecnologias adotadas pelos produtores locais.

 

“Cerca de 95% das áreas plantadas são irrigadas. Além da irrigação, as podas de frutificação contínua permitem que o produtor colha da fruta quase o ano todo”, explica o agrônomo. “Temos ainda produtores que dividem a área de plantio em talhões para fazer o manejo da poda. Assim, na mesma propriedade, terá áreas com plantas florindo e áreas já sendo colhidas”, afirma Camargo.

 

A goiaba é uma planta perene e, com o manejo adequado, é possível colher a fruta o ano inteiro. O produtor rural Assis Rosário começou há um ano o seu primeiro plantio de goiaba. Ele já produz hortaliças, como tomate, pimentão e brócolis. Mas sua expectativa é em breve ficar apenas com a goiaba. “Eu conheci pés de goiaba de 27 anos, então você não precisa estar plantando toda hora”, conta Assis.

 

Entusiasmado com a produção, Assis visitou o plantio da variedade Cortibel no Espírito Santo. “Cortibel segura uma semana sem ser refrigerada e não fica com cheiro forte, além de ter muita massa, ideal pra consumo in natura”, conta o produtor.

 

Atualmente as suas goiabeiras não estão produzindo fruto porque ele está priorizando a formação da planta. “Ela já floriu três vezes, mas eu derrubei os frutos”. Ele plantou 1.200 pés de goiaba e pretende fazer o manejo para colher a fruta o ano todo. “A goiabeira floresce de acordo com a poda, então eu sempre vou ter um talhão produzindo”, explica.

 

Segundo o coordenador de fruticultura da Emater, a variedade de goiaba Cortibel ainda é novidade no Distrito Federal. “As variedades mais plantadas no DF são Pedro Sato e Paluma”, explica. “O produtor do DF, ao escolher a variedade de goiaba para o plantio, leva em consideração alguns aspectos como produtividade, época de produção, tamanho e formato de fruto, coloração da polpa e destinação da produção, se é para indústria ou para consumo in natura”, explica.

 

“A Cortibel foi desenvolvida em Linhares [Espírito Santo] e promete ser mais produtiva, resistente a pragas e doenças, ter maior tempo de prateleira e melhor digestão ao ser consumida. Mas os plantios no DF ainda são recentes”, afirma o especialista.

 

Goiabas em lavoura em Brazlândia – Foto: Tony Wilson/Agência Brasília

 

“Quem planta tem muitos obstáculos ácaro, ferrugem, nematóide”, explica Assis, mostrando que a novidade da variedade não é o maior obstáculo. “Difícil mesmo é o preço dos insumos, que estão cada vez mais caros. Mas na hora de vender o produto, é o mercado que dita o preço”, afirma o produtor. Segundo a estimativa dele, se tudo der certo, seu plantio de goiaba vai levar 4 anos para cobrir os custos e começar a dar lucro.

 

Onde comprar

Para escoar a produção e divulgar a produção da fruta nesta época do ano, era realizada a Festa da Goiaba, na Associação Rural e Cultural Alexandre de Gusmão (Arcag), em Brazlândia. Entretanto, o evento está suspenso devido à pandemia do novo Coronavírus. Mas, quem quiser comprar a fruta, doces, polpas e outros derivados, pode encontrar produtores e agroindústrias no site Põe na Cesta.

 

Para acessar o Põe na Cesta, basta clicar aqui ou digitando o endereço https://dfrural.emater.df.gov.br/poenacesta/

 

A Emater-DF

Empresa pública que atua na promoção do desenvolvimento rural sustentável e da segurança alimentar, prestando assistência técnica e extensão rural a mais de 18 mil produtores do DF e Entorno. Por ano, realiza cerca de 150 mil atendimentos, por meio de ações como oficinas, cursos, visitas técnicas, dias de campo e reuniões técnicas.

 

 

Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal - Governo do Distrito Federal

Emater-DF

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