Governo do Distrito Federal
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8/03/17 às 8h58 - Atualizado em 29/10/18 às 11h40

Paixão pela agricultura

 

Agricultora da região rural de Brazlândia tem sua vida melhorada com apoio da Emater-DF

O verde da lavoura contrasta com a terra seca e vermelha em volta. Em pouco mais de 5 hectares, se vê alface, couve, tomate, salsa, coentro, cebolinha, pimentão, brócolis, berinjela e banana. Na chácara da agricultora Maria da Paixão, localizada no assentamento Graziela Alves (região administrativa de Brazlândia), toda a plantação é orgânica, ou seja, livre de agrotóxicos. Graças ao atendimento prestado pela Emater-DF, ela conseguiu acessar benefícios que foram importantes para melhorar a produção e aumentar sua renda. Maria é o retrato da força da mulher no campo — seja a agricultora, seja a extensionista que presta a assistência técnica.

 

Natural do Piauí, Maria da Paixão está no assentamento há pouco mais de onze anos. “Nasci na roça, me criei na roça e é disso que eu gosto”, ressalta. Com apoio da Emater-DF, a agricultora participa de cursos e oficinas e hoje, além da produção de hortaliças, eventualmente ela consegue ganhar uma renda extra com artesanato.

Apesar de trabalhar no campo desde cedo, ela não sabia que tinha direito à aposentadoria rural. Alertada e auxiliada pela economista doméstica Sônia Lemos, do escritório da Emater-DF no núcleo rural Alexandre de Gusmão — que atende ao assentamento — Maria providenciou a documentação e conseguiu acessar o benefício. Com o dinheiro obtido, construiu um reservatório de água para melhorar a irrigação na propriedade.

 

Outra política pública importante e que ajudou a agricultora a qualificar seu trabalho foi o programa Brasil Sem Miséria – Inclusão Produtiva Rural, que destina R$ 2,4 mil a pequenos agricultores. “A Emater-DF me ajudou a elaborar um projeto. Construí um galinheiro e comprei cem pintos do tipo caipirão. Deixei crescer e vendi quase todos os frangos por um bom preço. Alguns ficaram para continuar a criação”, conta, animada.

 

Maria da Paixão conseguiu comprar também um automóvel e hoje vende suas hortaliças em duas feiras — na Praça do Bicalho, e na QNG, ambas em Taguatinga Norte. “Estou construindo também um quartinho no fundo da casa, onde vou poder trabalhar com artesanato”, planeja.

 

Todo o progresso na qualidade de vida da agricultora é fruto do trabalho, esforço e dedicação dela própria. No entanto, o “empurrão” dado pela Emater-DF foi decisivo. A economista doméstica Sônia Lemos foi quem alertou Maria da Paixão sobre os benefícios a que tinha direito. Os demais técnicos do escritório visitam a propriedade com frequência para repassar orientações sobre plantio, manejo da lavoura, canais de comercialização e outros temas pertinentes ao trabalho e ao bem-estar da família da agricultora. “Quando comparamos a vida dela quando chegou no assentamento com o que é hoje, nos sentimos gratificados. Esse é o sentido da extensão rural: ver as famílias do campo evoluindo. É isso que nos faz levantar de manhã com ânimo e disposição”, conclui Sônia.

 

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Sônia Lemos e Maria da Paixão: o trabalho da extensionista se junta ao da agricultora
para promover o desenvolvimento no campo

 

Rinaldo Costa

Assessoria de Comunicação da Emater-DF

 

Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal - Governo do Distrito Federal

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