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1/09/17 às 16h52 - Atualizado em 29/10/18 às 11h42

Mandioca leva desenvolvimento a comunidade em Sobradinho

 

Emater-DF reúne mais de 90 pessoas em atividade com palestras, debate e concurso de receitas para aperfeiçoar a produção da raiz, que rende até seis sub-produtos, como a farinha (foto)

 

O produtor rural Wellington Rodrigues vive no assentamento Contagem (região administrativa de Sobradinho) há quase vinte anos. Em 2005, ele escolheu a mandioca como principal lavoura em sua propriedade. A raiz vem dando bons lucros a vários agricultores da comunidade, e passou a ser o carro-chefe da produção local. Num esforço conjunto com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a Emater-DF vem investindo na qualificação dos produtores para extrair o que de melhor a mandioca pode oferecer: alimento seguro para a população, renda e qualidade de vida às famílias do campo. Nesta quinta-feira (31), a empresa reuniu mais de 90 pessoas no Dia Especial da Mandioca, na propriedade de Wellington.

 

Manejo da irrigação e comercialização foram os temas abordados na etapa técnica do evento. Em seguida, uma roda de prosa proporcionou o compartilhamento de experiências e apresentação de dúvidas de produtores e técnicos. Após o almoço, um concurso de receitas com pratos à base de mandioca encerrou a atividade. De acordo com a engenheira agrônoma Clarissa Ferreira, do escritório da Emater-DF em Sobradinho, o dia especial cumpriu seu objetivo. “Levamos qualificação ao produtor, ouvimos suas demandas e agora vamos direcionar nosso trabalho com base no que eles nos apresentaram”, informou.

 

Wellington conta que ele e a família já plantaram vários alimentos. “Pimentão, cebola, arroz e tomate foram alguns produtos que cultivamos, mas a mandioca sempre foi o principal. É um alimento que podemos vender in natura, mas que rende até seis sub-produtos, como a farinha e o polvilho, por exemplo. As possibilidades de renda aumentam com isso”, explica o produtor. A mãe, Luzia Rodrigues, e seus irmãos vivem em chácaras vizinhas e também trabalham com a atividade.

 

Dentre as variedades de mandioca plantadas na região, se destaca a “japonesinha” — atualmente, a mais difundida no Distrito Federal e também no estado de São Paulo, com boa aceitação no mercado. “A parceria com a Embrap, que testou dezenas de variedades, foi fundamental. Aliado à pesquisa, temos a tecnificação, com irrigação adequada e cultivo protegido. Mas nada disso teria dado resultado se não fosse a persistência, dedicação e o trabalho dos agricultores”, observou o agrônomo Gerlan Teixeira, que atuou durante vários anos no escritório da Emater-DF em Sobradinho.

 

O assentamento Contagem foi criado em 1994 e possui 49 famílias. A comunidade fica na divisia norte do Distrito Federal com Goiás e é cortada pelos rios Contagem e Maranhão. Com uma altitude média de 750m acima do nível do mar — quase 500 abaixo de Brasília —, a região é propícia ao cultivo da mandioca e outras culturas de sequeiro.

 

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Café da manhã com produtos locais abriu a atividade

 

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O produtor Wellington Rodrigues compartilhou sua experiência na roda de prosa

 

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O engenheiro agrícola Jorge Antoninne, da Embrapa Cerrados, falou sobre manejo
da irrigação

 

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Comercialização e mercado foram os temas abordados pelo gerente do Escritório
de Comercialização da Emater-DF, Blaiton Carvalho

 

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Pães feitos de mandioca são a especialidade da agroindústria Flores do Contagem,
coordenada por Maria das Dores (D) na comunidade

 

Rinaldo Costa
Assessoria de Comunicação – Emater-DF

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