Governo do Distrito Federal
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20/03/18 às 11h06 - Atualizado em 29/10/18 às 11h44

Livro retrata cinco anos de conservação de nascentes no Distrito Federal

 

Publicação lançada no Fórum Mundial da Água apresenta resultados, histórias e desafios do projeto Produtor de Água na Bacia Hidrográfica do Ribeirão Pipiripau

 

Os cinco anos de histórias, conquistas e desafios de um dos principais projetos de conservação de rios e nascentes do Brasil acabam de se transformar em um livro. Lançada em 19 de março, na Vila Cidadã do Fórum Mundial da Água, em Brasília, a publicação A experiência do projeto Produtor de Água na Bacia Hidrográfica do Ribeirão Pipiripau reúne contribuições de 42 profissionais, ligados a 16 órgãos de governo e organizações não-governamentais, a respeito da iniciativa, que propicia a conservação de áreas naturais essenciais para a segurança hídrica no Distrito Federal.

 

“O livro foi uma excelente experiência de determinação de vários parceiros, focados em um objetivo: reconhecer o trabalho conjunto que tem contribuído para a produção sustentável na bacia hidrográfica, assim como o papel do produtor rural nesse trabalho. Cada autor se abriu por inteiro ao que era necessário para fazer as coisas acontecerem”, comemora Alba Ramos, assessora da Superintendência de Recursos Hídricos da Adasa (Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal) e uma das co-editoras da publicação.

 

Para Jorge Werneck, pesquisador da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) e co-editor, o livro reflete a construção coletiva que caracteriza própria iniciativa de conservação. “O projeto não tem um dono, ele é de todo mundo”, destaca.

 

Formada pelo Ribeirão Pipiripau, seus afluentes e nascentes, a Bacia do Pipiripau abrange 23,5 mil hectares, 90% deles no Distrito Federal, e é fonte de água para milhares de famílias na região de Planaltina (DF), além de ser essencial para a produção de alimentos e para a sobrevivência de animais em uma das áreas de agropecuária mais produtivas do Centro-Oeste.

 

Desde 2012, o projeto Produtor de Água no Pipiripau tem atuado na restauração de áreas degradadas em propriedades privadas, no apoio a produtores rurais para a recuperação e conservação de solo e no Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) aos produtores que preservam áreas verdes.

 

Em termos de conservação do solo, a iniciativa já contribuiu para a implantação de 1014 novas barraginhas, como são chamados os pequenos buracos no solo que ajudam a água a infiltrar e, assim evitam a erosão, propiciou o terraceamento em mais de 400 hectares e a readequação de 134 quilômetros de estradas.

 

Já se beneficiaram do Pagamento por Serviços Ambientais 177 produtores rurais, que, juntos, receberam um volume de recursos equivalente a mais de 600 mil reais, como reconhecimento pelo seu esforço na preservação de nascentes.

 

O projeto também já permitiu a produção 360 mil mudas, que estão sendo direcionadas ao reflorestamento da região, melhorou o monitoramento ambiental do território e realizou 13 atividades de educação ambiental.

Financiado pelo governo federal, o programa é de responsabilidade da Agência Nacional de Águas (ANA). No caso do Pipiripau, atuam 16 parceiros (ANA, Banco do Brasil, Caesb, DER, Emater-DF, Embrapa – Cerrados, Fundação Banco do Brasil, Ibram-DF, Rede de Sementes do Cerrado, Seagri-DF, Sema-DF, Sudeco, UnB, The Nature Conservancy, e WWF Brasil), sob coordenação da Adasa.

 

Com textos em português e inglês, o livro lançado durante o Fórum Mundial da Água será distribuído gratuitamente a pesquisadores, parceiros do projeto, representantes de governo e outros tomadores de decisão sobre políticas ambientais, no Distrito Federal, em outras regiões do Brasil e também no exterior.

 

O que é o Fórum Mundial da Água

 

Criado em 1996 pelo Conselho Mundial da Água, o fórum foi idealizado para estabelecer compromissos políticos acerca dos recursos hídricos.

 

Em Brasília, o evento é organizado pelo Conselho Mundial da Água, pelo governo local — representado pela Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento do DF (Adasa) — e pelo Ministério do Meio Ambiente, por meio da Agência Nacional das Águas (ANA).

 

O fórum ocorre a cada três anos e já passou por: Daegu, Coreia do Sul (2015); Marselha, França (2012); Istambul, Turquia (2009); Cidade do México, México (2006); Kyoto, Japão (2003); Haia, Holanda (2000); e Marrakesh, no Marrocos (1997).

 

A escolha de Brasília como sede da 8º edição se deu em 26 de fevereiro de 2014, durante reunião de governadores do Conselho Mundial da Água, na Coreia do Sul. É o primeiro fórum a realizar-se no Hemisfério Sul.

 

Fonte: Projeto Produtor de Águas Pipiripau

Por Peri Dias – TNC

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