Governo do Distrito Federal
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28/08/18 às 15h59 - Atualizado em 29/10/18 às 15h59

Inovação tecnológica para a cultura do morango

 

A Emater-DF tem buscado levar tecnologia e conhecimento para melhorar a produtividade de seus agricultores atendidos. É o que mostrou a Oficina de manejo do ácaro rajado na cultura do morango, que aconteceu no dia 28 de agosto, abrindo o 14º Encontro Técnico do Morango, em Brazlândia. “A oficina busca trazer informações precisas e que vão contribuir para redução de custos e promoção do melhor manejo para esse problema, que é sério”, afirmou o presidente da Emater-DF, Roberto Carneiro, na abertura da capacitação.

 

A oficina apresentou o controle biológico do ácaro rajado no cultivo de morango. Diante dessa praga, que tem elevado custos e prejudicado a produção da hortaliça, a proposta da Emater-DF foi de acompanhar o uso dessa tecnologia na propriedade de José Ricardo Serrano, produtor em Brazlândia. O resultado foi que Serrano está há dois meses sem precisar pulverizar o acaricida e ainda aumentou sua produção de morangos em 20%, em relação ao ano anterior. “Melhora a qualidade para os trabalhadores, melhora a polinização, pois você vê mais abelha na plantação e o resultado é mais fruto na lavoura”, relata o produtor.

 

Mesmo com o uso do agrotóxico correto, 20% da praga permanece e volta a atacar a lavoura, em um ciclo muito curto. O pesquisador da Embrapa Hortaliças, Miguel Michereff, explicou aos produtores o motivo. “O ácaro começa a atacar as folhas mais baixas e mais velhas e os ovos ficam protegidos embaixo da folha pela teia que o ácaro faz, por isso o agrotóxico não alcança esses ovos e torna o controle mais difícil”, explicou Michereff. O controle biológico consiste em colocar um ácaro predador que come os insetos adultos e também os ovos.

 

Mas a técnica exige um manejo cuidadoso por parte dos produtores como, por exemplo, realizar inspeções semanais na lavoura para observar os resultados. O saldo, porém, demonstrou ser bastante positivo e a expectativa é que a oficina incentive mais produtores a adotarem essa tecnologia, a fim de levar uma fruta de qualidade cada vez melhor para o consumidor, e de aumentar a lucratividade da produção para o agricultor.

 

 

Diândria Daia

Assessoria de Comunicação da Emater-DF

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