Governo do Distrito Federal
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2/07/19 às 10h03 - Atualizado em 3/07/19 às 14h33

Emater-DF leva representantes de secretaria para conhecer realidade de exportação de flores

Visita foi realizada na manhã desta segunda-feira(1º), na propriedade La Bromélia

 

Para entender de perto as dificuldades da exportação de flores dos produtores do DF, a Emater-DF e a Secretaria de Agricultura (Seagri) levaram, nesta segunda-feira (1º), o secretário de Relações Internacionais do Governo do Distrito Federal (GDF), Pedro Luiz Rodrigues, a secretária-adjunta da Secretaria de Relações Internacionais, Renata Zuquim, e o superintendente Federal de Agricultura, William Barbosa, para conhecer a Unidade La Bromélia.

 

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Há 19 anos, Franz  George Karl Gruber, que é alemão, e a esposa, Glória Cecília Alvarez Gruber, colombiana, proprietários da La Bromélia, começaram a plantar em uma área de 20 hectares no Núcleo Rural da Taquara, em Planaltina. Hoje, a Unidade é referência no cultivo de plantas na capital. No sítio, os produtores cultivam e comercializam várias espécies de bromélias.

 

Funcionário trabalha em canteiro de produção de bromélias em Planaltina

 

Franz já exportou para o Japão e para a Holanda. Na época, era conhecido como o maior exportador de flores do DF. No entanto, nos últimos tempos tem encontrado barreiras que dificultaram essa comercialização, o que inviabilizou sua atuação no mercado externo. Hoje, ele atua apenas no mercado brasileiro, mais fortemente em Brasília, no Rio de Janeiro e em Minas Gerais. A empresa do casal também atua na Colômbia. Na empresa de lá, Franz conta que exporta para oito países.

 

Para o secretário de Relações Internacionais, a visita foi importante para conhecer a realidade do produtor da área específica de flores. “A prioridade do governador Ibaneis é criar um nicho especial para os produtores de flores, que é um tipo de produto que tem uma grande demanda internacional”, ressaltou. Pedro Luiz também lembrou que Brasília está aumentando os voos internacionais no aeroporto local e precisa viabilizar economicamente com cargas leves, como flores. 

 

A secretária-adjunta da pasta, Renata Zuquim, ficou encantada com a propriedade e a história do casal. “A gente nunca espera que o Distrito Federal tenha um espaço como esse. Estamos à serviço e vamos tentar realmente fazer com que a gente consiga atingir o objetivo de aumentar e dar condições a esse mercado”, ponderou.

 

“O lema do governo Ibaneis é ‘Tempo de Ação’. Exatamente por ser tempo de ação que nós fomos ao embaixador, estamos aqui e vamos batalhar para que os nosso produtores de flores cresçam, exportem e movimentem esse mercado em Brasília. A Emater, a Secretaria de Agricultura, vamos estar todos imbuídos nessa causa. A gente acredita que vai dá certo”, afirmou a presidente da Emater-DF, Denise Fonseca. 

 

Coordenadora de Floricultura da Emater-DF, Loiselene Trindade (dir.), mostra espécie de bromélia

 

Entrave comercial

No Brasil, em uma de suas tentativas de exportação, Franz teve toda a sua mercadoria destruída por questões fitossanitárias. Ele conta que não teve direito sequer a comprovar a qualidade da sua produção. Para Loislene, no caso das flores, a ausência de estudos no âmbito de análise de riscos dificulta o processo. “Análise de risco eu preciso para flores e isso quase não tem. Temos que criar condições e instruir nossos produtores”, conta a coordenadora do programa de Floricultura da Emater, Loiselene Trindade.

 

“O governo tem trabalhado muito a questão do fomento. Vamos intermediar esse contato, tentar melhorar essa postura do fiscal junto aos exportadores”, apontou o superintendente Federal de Agricultura, William Barbosa, que esteve no encontro representando a Secretaria de Agricultura.

 

No mercado interno também há dificuldades, como a questão do frete e da distância entre os estados, que acaba inviabilizando o comércio. “O custo de produção é sempre enorme”, ressaltou Franz.

 

Canteiros de flores visitados pelo grupo no sítio La Bromélia

 

A visita

O objetivo do encontro foi conhecer a realidade da produção local e as dificuldades enfrentadas pela família em questões como o certificado fitossanitário. A ideia é criar mecanismos para auxiliar o produtor de plantas no processo de exportação em todas as etapas, inclusive nas diretrizes de comercialização de outros países. 

 

Para isso, um grupo de trabalho para discutir essas questões do mercado de flores será formado nos próximos dias pelo Sistema Agricultura. As soluções e mecanismos que saírem dos encontros serão encaminhadas aos setores dos governos local e federal, com objetivo de que o mercado possa fluir e aumentar a economia do setor.

 

Também acompanharam o encontro o diretor-executivo da Emater, Antonio Dantas, o assessor da área internacional da empresa, Luiz Rocha, e o gerente do escritório da Emater na Taquara, Fabiano Ibraim Carvalho.

 

 

 

A Emater-DF

Empresa pública que integra o Sistema Agricultura do Distrito Federal junto com a Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural e a Ceasa. A Emater atua na promoção do desenvolvimento rural sustentável e da segurança alimentar, prestando assistência técnica e extensão rural a mais de 18 mil produtores do DF e Entorno. Por ano, realiza cerca de 120 mil atendimentos, por meio de ações como oficinas, cursos, visitas técnicas, dias de campo e reuniões técnicas.

 

Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal - Governo de Brasília

Emater-DF

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