Governo do Distrito Federal
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2/08/17 às 14h32 - Atualizado em 29/10/18 às 11h42

Educação como ferramenta de desenvolvimento rural em debate

 

Proposta para construção de rede de desenvolvimento é tema de palestra

 

Uma proposta para a construção de uma rede de agentes de desenvolvimento a partir da relação da educação com a agricultura, tendo como premissa um sistema de abordagem educacional que produza relações cooperativas entre as pessoas. Este é o tema da palestra que o presidente da Emater-DF e da Asbraer, Argileu Martins, levará para o seminário internacional Formación em la Alternacia Y Nuevas Tecnologías, na Universidade de San Carlos, Cidade da Guatemala, capital do país de mesmo nome, na próxima quarta-feira, 2. Durante o evento será lançada uma Plataforma Virtual para a Formação de professores e estudantes da área rural.

 

Entre outros palestrantes convidados estão o vice ministro da Educação da Guatemala, Héctor Alejandro Canto Mejía; a oficial de educação da UNESCO, Lucía Verdugo; o coordenador da Fundação ONDJYLA, Pedro Puig-Calvó, e o ministro da Educação Oscar Hugo López Rivas. Ao final do seminário, haverá um ato de assinatura do Convênio e a Carta de Entendimento da Plataforma, entre as entidades organizadoras que são o Ministério da Educação da Guatemala, a Fundação ONDJYLA, a EFPEM e a AIMFR.

 

“Vamos contribuir com essa iniciativa mostrando a possibilidade de ter uma rede de inovação tecnológica estabelecida a partir da relação de um sistema de educação apropriado para a agricultura e um serviço de extensão rural organizado para atender as especificidades dos agricultores nas suas diversas categorias e nos seus diversos perfis”, informou Argileu Martins. Em sua palestra, ele propõe a construção de uma rede de agentes de desenvolvimento a partir da relação da educação com a agricultura, tendo como premissa, entre outras coisas, um sistema de abordagem educacional que produza relações cooperativas entre as pessoas.

 

“Cooperativas e não relações competitivas, significando, portanto, que a abordagem metodológica de uma atividade como esta deve partir de fundamentos e princípios nos quais o ponto de partida é os saberes local, do agricultor, dos jovens, onde o processo de desenvolvimento precisa ser endógeno, respeitando esses saberes e a partir das potencialidades locais para se produzir um sistema de desenvolvimento ascendente”, reforça.

 

O livre acesso a tecnologias desenvolvidas em instituições de outros países, como as Emateres brasileiras é uma das ações dessa grande troca que se estabelecerá. “Perceba que o tema é uma plataforma virtual para formação de professores e estudantes para que eles acessem tecnologias. A Asbraer já participou, em parceria com a fundação suíça, colocando nessa plataforma um conjunto de tecnologias produzidas pela Emater-DF, pelo IPA, pela Epagri, de modo que eles possam acessar as instituições dos países nos quais há redes de escolas de alternância e levar essas tecnologias, esses conhecimentos já publicados para que os jovens de outros países”, assegura o presidente da Emater-DF/Asbraer.

 

Tudo isso tem a ver com desenvolvimento rural sustentável. O que significa dizer também, com oportunidades para jovens no meio rural, fortalecimento das relações entre esses jovens agricultores, da cultura local, do processo de desenvolvimento local. “Partindo sempre das potencialidades locais, demonstrando que você pode produzir desenvolvimento com agricultura, entendendo que outras funcionalidades além da produção de alimentos, podem organizar desenvolvimento a partir da agricultura, da agropecuária. Essas outras funcionalidades são, por exemplo, a gastronomia, oo turismo rural, empregos, etc.”, finaliza

 

Christina Abelha
Assessoria de Comunicação – Emater-DF

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