Governo do Distrito Federal
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17/02/20 às 9h20 - Atualizado em 17/02/20 às 9h20

Centro de Capacitação da Emater-DF dobra atendimento e chega a 12 mil participantes

Participantes de um dos cursos já oferecidos pelo Centrer

 

 

O Centro de Capacitação Tecnológica e Desenvolvimento Rural da Emater-DF (Centrer) aumentou em 100% o número de pessoas atendidas em 2019, na comparação com o ano anterior. Foram 12 mil produtores, entidades e moradores da área urbana atendidos pela empresa, enquanto em 2018 esse número ficou em 5.959. O resultado inclui atividades próprias do Centrer e ações em parceria com instituições como Secretaria de Agricultura (Seagri-DF), Ceasa-DF, cooperativas, associações e escolas.

 

O Centrer realiza capacitações para a fabricação de lácteos (iogurtes e queijos), preparo de carnes, panificados, processamento de frutas e hortaliças e alimentos diferenciados, como produtos sem glúten, sem lactose, diet e light. O projeto de capacitação de mão obra rural faz parte do Plano Estratégico do Governo do Distrito Federal e, na prática, significa mais oportunidade para os agricultores.

 

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“Nós temos um planejamento estratégico que nos norteia e, na verdade, temos conseguido atender bem mais do que o que está planejado”, comemora a gerente do centro de capacitação, Sandra Cristina de Sousa. Em atividades exclusivas do Centrer, foram contabilizadas 72 capacitações que alcançaram quase 1,2 mil participantes. Em 2018 foram 48 ações e cerca de 950 participantes.

 

 

Instrutor Flávio Bonesso, da Emater-DF, durante curso de queijos

 

“Somos uma unidade de apoio, então além das atividades que o Centrer executa na área de agroindustrialização, estamos aqui também para apoiar as atividades que acontecem no campo, dentro das cadeias produtivas trabalhadas pela empresa”, explica Sandra. “E o aumento do alcance demonstra a importância desse apoio, que tem sido cada vez mais demandado pelas unidades da Emater-DF no campo”, completa.

 

A produtora Gilda Cabral é uma das participantes dos cursos do Centrer. Segundo ela, foi na Emater-DF um dos primeiros cursos que fez. “Eu tinha vontade de fazer o queijo coalho, mas não tinha feito e não sabia a técnica, então quando soube do curso da Emater, fui fazer”, conta. Desde então, sempre que leva algum funcionário para aprender nos cursos e oficinas, ela faz o curso novamente.

 

Dona Gilda (esq) vencedora do concurso de queijos 2019, ao lado do segundo colocado, Francisco das Chagas (dir)

 

“Em cada curso, aprendi um pouquinho mais, além de reforçar a importância das boas práticas”, afirma Gilda. Como resultado da dedicação, ao final de 2019, a produtora foi premiada no Concurso de Queijos de São Sebastião. Ela levou a primeira colocação na categoria queijo Minas Frescal. “Eu adoro fazer queijos e quero fazer mais cursos. Agora eu quero aprender a fazer o queijo Gorgonzola”, afirma a produtora animada.

 

Apesar de serem voltados para o público do campo, o Centrer também oferece cursos para a área urbana, que acontecem em datas programadas, mediante pagamento de taxa de matrícula.  Já os cursos para o público da área rural são gratuitos. Em 2019, cursos como o de hambúrguer artesanal, geleias, pães integrais e sucos funcionais chamaram atenção de pessoas da área urbana interessadas em aprender para o consumo próprio e também como meio de profissionalização no ramo da gastronomia.

 

Parceria Banco de Alimentos

A atuação do Centrer também se destaca com o curso de aproveitamento integral de alimentos, oferecido às entidades sócio assistenciais cadastradas no Banco de Alimentos da Ceasa-DF.

 

O Centrer apresenta técnicas e dicas para evitar o desperdício de alimento, utilizando ingredientes que normalmente não são aproveitados, como farofas feitas com sementes e casca de abóbora, suco de limão com alface, o “falso siri”, feito à base de repolho, além de tortas com aproveitamento integral com talos, folhas, cascas e entrecascas de diversos vegetais.

 

“Só utilizávamos as verduras para fazer saladas. No curso aprendemos a fazer tortas, panqueca com couve, suco com alface e mais um monte de receitas novas”, afirmou a auxiliar de cozinha Edilene Araújo, durante o curso.

 

Integrantes do curso de aproveitamento integral de alimentos com os produtos feitos no curso

 

 

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