Governo do Distrito Federal
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5/12/16 às 12h19 - Atualizado em 29/10/18 às 11h39

Alimentos saudáveis para crianças especiais

 

Programa de Agricultura Urbana da Emater-DF contribui com hortas escolares 

 

O Programa de Agricultura Urbana da Emater-DF, em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), produz muito mais do que coentros, couve, alfaces, abóboras e outros alimentos. Produz mudanças de comportamento e paz para os que se beneficiam dele. Em uma das muitas instituições que o programa atende, o Centro de Ensino Especial 2, Maria Madalena dos Santos, mãe de Artur Gabriel, 7, conta o que encontrou por lá.  “Aqui encontrei paz. Isso, para gente que tem uma criança especial, é tudo. A gente, quando sai daqui se sente leve, porque não está aqui por bem material. A gente está aqui pela paz que nos traz”, avaliou Madalena que ajuda na horta, há três meses, enquanto o filho estuda.

 

Moradora na Estrutural, região administrativa do Distrito Federal, ela é uma das mães de crianças especiais, atendidas na rede pública de ensino. No final de semana, cada colaboradora da horta do Centro leva para casa uma cesta com os alimentos colhidos. Além de servirem às crianças, que tiveram os alimentos saudáveis adicionados à merenda escolar, o excedente plantado está sendo vendido à comunidade da Asa Sul, que já descobriu a qualidade de tudo que se planta na instituição. E o dinheiro é dividido entre as mães participantes. A compra dos alimentos pode ser feitas às segundas, quartas e sextas-feiras, pela manhã, durante o horário de funcionamento deste turno.

 

“Percebemos que essa horta se tornou terapêutica para todos os que participam dela. Nós professores, as mães e as crianças”, conta o professor e coordenador do projeto no Centro, Antônio Francisco. Nas veias do professor corre uma paixão pela agricultura. “Sou filho de agricultores e consegui unir o ensino a essa atividade. Temos 40 mil m2 e atendemos aqui cerca de 500 crianças e adolescentes especiais. Além de aprenderem a plantar os alimentos eles também ouvem música, porque acho muito interessante essa atividade com música erudita ou religiosa. Percebo como eles gostam e com isso se acalmam”, relata.

 

Madalena conta com a ajuda de outra mãe, Maria da Cruz, que traz o pequeno Miguel, deficiente visual, lá de Taguatinga, todos os dias. No projeto há dois meses, Maria faz aulas de Braille para interagir melhor com o filho. “Depois das aulas de braile eu ficava sem nada o que fazer. Agora a gente fica mexendo com plantas, coisa que gosto muito”, relata. E ela e Madalena recebem Silena Paula, que já é cliente fidelizada dos produtos da horta. “Tudo aqui é bom e a gente sabe como é plantado”, assegura.

 

O Programa de Agricultura Urbana da Emater-DF existe há sete anos. Com o objetivo de promover hortas escolares, comunitárias e medicinais, ganhou a parceria do MDS, que destinou recurso da ordem de R$ 800 mil, para o período 2012/novembro 2016.

 

“Temos uma média de 80 instituições atendidas por ano. Incluídos aí as escolas, os centros POP, os CRAS, os Cose, Postos de Saúde, creches públicas, Unidades de Internação de Menores e as hortas comunitárias.

 

“Beneficiamos cerca de 40 mil pessoas/ano. A ideia é darmos continuidade para contribuirmos com a meta de segurança alimentar para a população, que é uma das missões da Emater”, afirmou o coordenador do Programa, o agrônomo e Extensionista da Empresa, Rogério Lúcio Viana Júnior.  Segundo ele, o Agricultura Urbana beneficiará cerca de 200 mil pessoas, no Distrito Federal. “O fundamental da horta do Centro de Ensino Especial 2 é levar àquela comunidade as bases de uma alimentação saudável, de um ambiente sustentável e despertar o potencial de mudança que tem em cada um deles”, observa o extensionista.

 

Um bom reforço acaba de aderir ao projeto do Centro de Ensino Especial 2. A médica pediatra Clara Brandão, que auxiliará na parte nutricional para melhorar, ainda mais a qualidade alimentar dos alunos. “Temos certeza que a chegada da pediatra dará um ganho ainda maior ao projeto”, afirma Baby,que pela Emater-DF, também trabalha no Agricultura Urbana. “A Dra. Clara vai nos ajudar, principalmente, na área de agroflorestal.

 

O Centro tem uma área de plantio total de 40 mil m2, na qual estão incluídas a horta e a parte de agroflorestal. Nela vamos implantar a horta perene, de plantas não convencionais, chamada de Panc”, finaliza Baby.

 

Christina Abelha
Assessoria de Comunicação da Emater-DF

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