Governo do Distrito Federal
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9/07/20 às 5h53 - Atualizado em 9/07/20 às 5h53

Ainda pouco conhecido, mirtilo tem alto valor agregado e pode ser cultivado no DF

 

Produção de mirtilo em sistema semi-hidropônico, onde as mudas são mantidas em sacos com palha de arroz e sob telado – UnB/Divulgação

 

A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF) apresenta como uma das novidades na AgroBrasília virtual o cultivo do mirtilo (blueberry). O retorno do investimento inicial para o cultivo é rápido. O preço pago ao produtor chega a R$ 50 o quilo, enquanto que para o consumidor custa entre R$ 150 e R$ 200 o quilo.

 

 

Os Estados Unidos e o Canadá são os maiores produtores e consumidores mundiais da fruta. No hemisfério Sul, Chile e Peru são os principais produtores e grande parte da produção de mirtilo desses países é exportada para atender o consumo da fruta na entressafra dos países do hemisfério Norte. No Brasil, a produção de mirtilo se concentra nos estados com climas mais amenos e estação de inverno típico, como Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e regiões dos estados de São Paulo e Minas Gerais.

 

Com sabor agridoce e características funcionais, o consumo do mirtilo tem se popularizado no mundo. “É conhecida como ‘fruta da longevidade’ por causa do seu alto teor de antioxidantes naturais e também por ser rica em vitaminas e minerais”, conta o coordenador do programa de fruticultura da Emater-DF, Felipe Camargo.

 

A produção de mirtilo exige um alto investimento inicial. “Valores que chegam a até R$ 300 mil por hectare, dependendo do sistema de plantio escolhido, como sistemas semi-hidropônicos de produção e uso de telado. Mas o retorno do investimento é rápido e alto”, conta Camargo.

 

Em abril de 2019, Gustavo Evangelista iniciou o plantio de mirtilo em sistema semi-hidropônico no núcleo rural Boa Esperança 2, experimentalmente, com mil mudas. “Adquirimos mudas Biloxi, adaptadas ao nosso clima. Em dezembro fizemos podas drásticas de vários arbustos, mas deixamos alguns sem a poda para experimentação. As plantas que não foram podadas deram, no mês de janeiro, 1 kg de mirtilo por pé, o que é bom. Agora, as que podamos estão florescendo com uma carga muito boa. A colheita deve acontecer no próximo mês”, conta.

 

Para Gustavo, o preço da muda foi o que mais pesou na implantação do cultivo. Ele pagou cerca de R$ 15 por muda. Na primeira safra, vendeu a fruta por R$ 40 o quilo, preço abaixo do que é pago a produtores de São Paulo, por exemplo. Sobre o retorno financeiro Gustavo, acredita que a fruta precisa ser mais divulgada e popularizada no Brasil e que tem potencial para exportação. “No caso de enviar para fora do país, seria necessário que mais produtores produzissem e se organizassem para dar volume à produção”, conta.

 

O Distrito Federal tem clima favorável para a produção de mirtilo. “O importante é se atentar a variedades adaptadas ao clima local, como a Biloxi”, diz Camargo. Para contribuir com o cultivo da fruta no DF, professores e estudantes da UnB estão desenvolvendo pesquisas sobre o manejo da produção e variedades mais adaptadas ao clima do DF.

 

 

Saiba mais sobre o cultivo do mirtilo e de outras frutas no vídeo acima, publicado no site da AgroBrasília Digital:

 

A Emater-DF
Empresa pública que atua na promoção do desenvolvimento rural sustentável e da segurança alimentar, prestando assistência técnica e extensão rural a mais de 18 mil produtores do DF e Entorno. Por ano, realiza cerca de 150 mil atendimentos, por meio de ações como oficinas, cursos, visitas técnicas, dias de campo e reuniões técnicas.

 

 

 

Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal - Governo do Distrito Federal

Emater-DF

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