Governo do Distrito Federal
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4/04/14 às 10h37 - Atualizado em 29/10/18 às 11h18

Agricultores familiares mostram experiências de inclusão produtiva

 

“Este é o reconhecimento de que estamos trabalhando bem. Queremos fazer cada vez mais”, disse o agricultor familiar Gaspar Araújo, ao receber representantes de 18 países nesta terça-feira (1º), no assentamento Pequeno William, localizado na zona rural de Planaltina, em Brasília DF. Ele é presidente da Associação dos Produtores Rurais Esperança e mostrou, junto com outras 21 famílias, como funciona o modelo brasileiro de inclusão produtiva rural.

 

A visita fez parte da programação da nona edição do seminário internacional Políticas para o Desenvolvimento, iniciativa do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS).

 

Localizado a 38 quilômetros do Plano Piloto, o assentamento é um caso de sucesso pelo que tem produzido nos últimos três anos. Com o apoio técnico da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF) e da Fundação Banco do Brasil, foi implantado no local um Sistema de Produção Agroecológica Integrada e Sustentável (Pais), tecnologia social de apoio à agricultura familiar para a produção de alimentos sem agrotóxicos.

 

“Temos a felicidade de entregar um produto de qualidade para as pessoas, sem agrotóxicos”, explicou Araújo. Os produtos são repassados para o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), coordenado pelo MDS. Em 2013, 15 famílias cultivaram hortaliças em cinco áreas coletivas e venderam tudo para o PAA, o que rendeu R$ 67,5 mil para o assentamento.

 

As famílias também fazem parte do Programa Bolsa Família e do Programa de Fomento às Atividades Produtivas Rurais, do Plano Brasil Sem Miséria, voltado para agricultores em situação de extrema pobreza. Além da assistência técnica, os beneficiários também recebem R$ 2,4 mil, a fundo perdido, pagos em parcelas semestrais durante dois anos, para adquirir insumos e equipamentos.

 

Os alimentos produzidos no assentamento Pequeno William e na região são entregues na Unidade de Recebimento e Distribuição de Alimentos, em Planaltina. É lá que o agricultor familiar Cleiber Neves, de 28 anos, entrega as hortaliças que produz. Ele transporta a pequena produção em uma bicicleta. “O dinheiro que ganhamos aqui é garantido e tem um preço bom.” O agricultou contou ainda que agora tem tempo livre para estudar e está fazendo um curso de inglês. A mensalidade de R$ 162 é paga graças à renda que recebe do PAA.

 

Segundo o subsecretário de Coordenação Executiva da Presidência da República da Guatemala, Jorge Mário Hurtarte, a experiência brasileira vai contribuir na construção da política pública guatemalteca. A Guatemala está preparando um plano de desenvolvimento rural. “O Brasil tem um conceito de comercialização que não temos. Teremos que pensar todo o processo, inclusive com leis, para que os agricultores possam também vender e não somente produzir para a sua própria subsistência”, disse.

 

No Brasil, durante 10 anos, o PAA fortaleceu a agricultura familiar e garantiu renda aos produtores, comprando os alimentos a preço de mercado. Foram R$ 5,3 bilhões de investimento federal para a compra de produtos de 388 mil agricultores familiares. Ao todo, o governo adquiriu mais de 4 milhões de toneladas de alimento fresco e saudável, o que beneficiou mais de 23 mil entidades socioassistenciais.

 

O seminário internacional começou na segunda-feira (31). Na abertura do evento, o presidente da Emater-DF, Marcelo Piccin, apresentou o trabalho desenvolvido pela empresa na execução dos programas de Aquisição de Alimentos (PAA), de Alimentação Escolar (Pnae) e de Aquisição da Produção da Agricultura (Papa-DF) – criado localmente.

 

Piccin destacou a importância do trabalho de organização dos produtores para a participação nos programas e disse que eles têm se mostrado importantes para promover o abastecimento da rede de proteção social local e estimular a produção e desenvolvimento da região.

 

Participam do encontro delegações de Angola, Argélia, Argentina, China, Costa do Marfim, El Salvador, Gâmbia, Gana, Guatemala, Guiana, Kuwait, Mauritânia, México, Paquistão, Suíça, Suriname, Tunísia e Zâmbia. O encontro segue até sexta-feira (4).

 

Fonte: Assessoria de Comunicação — Ministério do Desenvolvimento Social

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