Governo do Distrito Federal
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25/03/24 às 8h24 - Atualizado em 25/03/24 às 8h24

Emater-DF oferece oficina de produção de mel que pode melhorar alimentação e elevar renda das famílias

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Produtores e trabalhadores do núcleo rural Alexandre de Gusmão (região administrativa de Brazlândia) participaram de uma oficina sobre meliponicultura realizada pela Emater-DF na última quinta-feira (21). A atividade foi ministrada pelos extensionistas Carlos Morais e Michelle Costa. Durante o encontro, os participantes puderam ver como atrair e criar colmeias de abelhas sem ferrão que, além de produzirem mel, são úteis para polinização de plantas.

 

Segundo Morais, a meliponicultura traz três grandes vantagens para as famílias rurais: melhora a alimentação, eleva a renda e aumenta a produtividade das lavouras. “Em média, o brasileiro consome apenas 60g de mel por ano, muito abaixo do recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Além disso, o mel produzido pelas abelhas nativas tem um valor de mercado bem mais alto. E, por fim, com a polinização feita pelos insetos, algumas culturas como a abóbora, por exemplo, podem ter a produtividade aumentada em até 80%”, enumera o técnico da Emater-DF.

 

Para elevar a renda familiar com a criação de abelhas sem ferrão, as famílias podem fabricar não só o mel como também insumos — iscas e caixas, por exemplo. “Hoje, muitas pessoas estão ganhando dinheiro apenas produzindo iscas e caixas de colmeias, que são fáceis de fazer e têm boa saída”, explica Carlos Morais.

 

Para contribuir com a conservação das espécies nativas de abelhas sem ferrão, foi publicada a Lei 7.311 d, de 27 de julho de 2023. O objetivo é normatizar a preservação, o resgate, a captura, a remoção, a criação, a reprodução, o manejo, a exposição, o comércio e o transporte dessas abelhas. No Distrito Federal, existem 35 espécies de abelhas nativas, localizadas nas regiões dos rios Paranoá, Maranhão, São Bartolomeu, São Marcos, Descoberto, Corumbá e Rio Preto.

 

Para Carlos Morais, “todo criador de abelhas é um preservacionista, pois precisa manter as nascentes e florestas que alimentam as abelhas. E a regulamentação diminui o risco de extinção das espécies criadas, seja por hobby, preservação ou para fins econômicos ou zootécnicos dessa atividade, que é praticada há séculos por populações tradicionais”, encerra.

 

No próximo dia 2 de abril, a oficina terá uma segunda etapa: desta vez, uma aula prática, em uma propriedade no Lago Oeste.

 

Emater-DF

Empresa pública que atua na promoção do desenvolvimento rural sustentável e da segurança alimentar, prestando assistência técnica e extensão rural a mais de 18 mil produtores do DF. Por ano, realiza cerca de 150 mil atendimentos, por meio de ações como oficinas, cursos, visitas técnicas, dias de campo e reuniões técnicas.

Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal - Governo do Distrito Federal

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