Governo do Distrito Federal
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8/03/18 às 10h26 - Atualizado em 29/10/18 às 11h44

Toque feminino no campo

 

Extensionistas e agricultoras desempenham papel importante nas atividades rurais do DF

 

A cada ano as mulheres vêm ocupando posições de destaque, mostrando seu potencial e o quão fundamentais são para o desenvolvimento de atividades antes ditas masculinas. Dizer que as funções domésticas são atribuições exclusivas de mulher é coisa do passado. Na agricultura o cenário não é diferente. Além de ser importante na base familiar, agricultoras do DF mostram que suas habilidades vêm contribuindo na geração de renda e no desenvolvimento rural local.

 

No último censo populacional do IBGE, foram contabilizadas 14.129.837 mulheres na zona rural do Brasil. O Distrito Federal tem aproximadamente 18 mil agricultoras, sendo que dessas, mais de 8 mil são atendidas pela Emater-DF.

 

Muitas dessas mulheres já assumiram o papel de ser protagonista na produção, como é o caso da produtora Norma Sueli Siqueira. Filha de produtores rurais, Norma começou com um curso da Emater-DF para aprender a aproveitar as sobras dos alimentos de sua chácara por meio da desidratação. A partir daí a prática se tornou um negócio e, anos mais tarde, ela deixou seu trabalho na área urbana para gerenciar uma agroindústria de alimentos orgânicos desidratados.

 

Trabalhando com a família, Norma conseguiu vitórias importantes como acesso à linha de crédito rural Pronaf Mais Alimentos para adquirir um desidratador industrial, acesso aos programas de compras governamentais, incrementando a comercialização de sua produção, além de certificações importantes como o Selo da Agricultura Familiar, a certificação orgânica pela OPAC Cerrado e o Selo Brasília Qualidade no Campo, este último concedido pela adoção de boas práticas agrícolas. Todas essas conquistas comprovam a excelência na qualidade da produção de Norma.

 

Para a agricultora, o protagonismo feminino na área rural deve ser estimulado. “Temos que mostrar a importância do nosso trabalho para a sociedade e agregar valor aos nossos produtos. A mulher pode sim ter importante papel na geração de renda da família”, diz Norma que em 2017 foi nomeada Embaixadora da campanha Mulheres Rurais, mulheres com direitos, liderada pela FAO regional América Latina e Caribe em conjunto com a Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead).

 

A produtora Suedi Lima Vaz também soma em sua trajetória importantes conquistas que inspiram diversas outras agricultoras. Ela começou plantando morangos para vender polpa congelada. Com o tempo, a demanda foi aumentando e ela passou a plantar e vender também tomate cereja, ervilha, vagem rasteira e outros produtos. Sua primeira conquista foi um fusca usado, para ajudar a fazer a entrega das mercadorias. Hoje, Suedi comprou um caminhão para fazer as entregas dos produtos, implantou sua agroindústria, conquistou sua casa própria e pagou a faculdade dos filhos com o fruto de seu trabalho.

 

A agricultora conta que passou por altos e baixos e quase teve que fechar sua agroindústria devido a dívidas. Mas com muito trabalho e dedicação, tomou as rédeas do seu negócio e profissionalizou sua agroindústria com o apoio da Emater-DF. O negócio, que começou com cinco funcionários, agora emprega 32 pessoas e emociona a agricultora ao relembrar sua história. “Pude dar aos meus filhos estudo, conforto e segurança”, constata.

 

Assim como as agricultoras, as extensionistas da Emater-DF também vêm se destacando na atividade. A Empresa conta hoje com 127 mulheres em seu quadro de empregados, sendo que elas já ocupam 1/3 dos cargos de chefia. São zootecnistas, veterinárias, agrônomas, técnicas em economia doméstica, economistas domésticas, engenheira de alimentos, engenheiras ambientais, técnicas em agroindústrias, nutricionistas, administradoras, assistente administrativo, jornalistas, entre outras.

 

“Ser mulher na extensão rural é muito bom, é gratificante. Nós mulheres temos uma sensibilidade que somada a extensão contribui para enxergar as potencialidades que existem na família rural, e assim trabalhar o desenvolvimento da comunidade e o engajamento das mulheres nas atividades produtivas que elas realizam”, conta a extensionista e coordenadora do Programa de Agroindústrias da Emater-DF, Sônia Cascelli.

 

Assessoria de Comunicação da Emater-DF
Texto: Diândria Daia e Patrícia Távora
Foto: Tony Winston/Agência Brasília

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