Governo do Distrito Federal
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14/02/20 às 8h52 - Atualizado em 14/02/20 às 19h13

Produtores assistidos pela Emater-DF adotam energia fotovoltaica e economizam na produção

 

Produtor Sérgio Jum investiu R$ 50 mil no sistema de energia fotovoltaica

 

Com orientação da Emater-DF, dez produtores do Lago Oeste estão em processo de implantação de energia fotovoltaica nas propriedades. O especialista de políticas públicas em Meio Ambiente da diretoria-executiva da Emater-DF, Tupac Borges Petrillo, diz que a energia fotovoltaica pode ser uma alternativa para produtores que querem diminuir custos de produção ao longo do tempo ou solucionar problemas de falta de energia elétrica em locais mais isolados. Além disso, a proposta integra o Plano Estratégico do Governo do Distrito Federal no âmbito da sustentabilidade, usando a luz solar como fonte de energia limpa e renovável.

 

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Um dos produtores que teve a modelagem feita pela Emater-DF foi Sérgio Jum, que trabalha com aquaponia, que alia a criação de peixes com a produção de morangos e hortaliças em um mesmo espaço. Antes da instalação dos módulos fotovoltaicos, a propriedade de Jum utilizava cerca de 700 kwh por mês. Atualmente, produz 2.000 kwh, que são disponibilizados na rede da Companhia Energética de Brasília (CEB). “Minha atividade necessita de muita energia elétrica, porque as bombas utilizadas nos tanques não podem parar, senão perco a produção”, diz Jum.

 

Ele explica que a modelagem foi feita pensando na expansão da produção, que demandará o uso de mais energia. O custo total para implantação do sistema foi de R$ 50 mil. “A estimativa é que em quatro anos e meio o investimento seja pago”.

 

Tupac Petrillo explica sistema de energia solar ao governador Ibaneis Rocha na AgroBrasília

 

Agricultores interessados no sistema podem procurar a Emater-DF para buscar informações, tirar dúvidas e ainda dimensionar projetos de energia solar fotovoltaica no intuito de diminuir custos de produção. “A Emater-DF faz uma modelagem para o produtor e, dependendo da quantidade de energia gasta na propriedade, dizemos se é viável ou não a instalação. Normalmente, quando se gasta mais de R$ 500 por mês na fatura, vale a pena pensar na energia fotovoltaica”, diz Petrillo.

 

Jum conta que, para conseguirem preços um pouco melhores com os fornecedores, ele e os outros agricultores interessados se juntaram para uma compra conjunta dos equipamentos. “O preço saiu um pouco melhor do que se cada um negociasse individualmente”, conta.

 

Petrillo ressalta que o custo de implantação do sistema de energia fotovoltaica pode variar de R$ 18 mil a R$ 60 mil, dependendo de cada modelagem e das necessidades do produtor. “O retorno financeiro chega, em média, com cinco anos de uso do sistema, que tem uma vida útil de aproximadamente 25 anos”, explica.

 

O sistema para geração de energia elétrica a partir da radiação solar é formado basicamente por placas fotovoltaicas e por um inversor. A partir do momento em que a energia elétrica é produzida nos painéis, é armazenada em baterias (off-grid) ou injetada diretamente na rede elétrica convencional (on-grid). Esta última gera crédito e abatimento na conta junto à CEB.

 

Segundo Petrillo, “caso seja produzida energia excedente, os créditos podem ser utilizados em outro imóvel que o produtor tenha cadastrado na CEB. E o prazo para uso do crédito é de seis meses”.

 

Jum usa 700 kwh por mês e, atualmente, gera 2.000 kwh, que são disponibilizados na rede da CEB

 

Financiamento

No DF, o Fundo de Desenvolvimento Rural (FDR) é uma boa alternativa de financimento de projetos. A gerente da Emater-DF no Lago Oeste, Roseli Garcia, conta que dois produtores do Lago Oeste conseguiram financiamento para a compra dos equipamentos por meio do FDR, que tem taxa anual de juros de 2,25% ao ano, se pago em dia. “A Emater auxilia desde a elaboração da modelagem do sistema até na elaboração do projeto de crédito”, explica a gerente. Também é possível encontrar linhas de financiamento na Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Banco do Nordeste e BNDES.

 

A produtora de morangos Neli Christ foi uma das que conseguiu acessar o FDR e tem boas expectativas. “Gastamos muita energia com as bombas para puxar água e também para irrigação. Acredito que teremos uma boa economia. E pagando os equipamentos com FDR será muito bom, porque possui juros menores.”

 

Após elaboração pela Emater-DF, o projeto de crédito para aquisição do FDR é encaminhado para a Secretaria de Agricultura e Desenvolvimento Rural (Seagri). O diretor da Unidade de Gestão de Fundo da Seagri, Edson Rohden, conta que o FDR passou a financiar a energia fotovoltaica em 2017, quando empresas do setor começaram a crescer no DF. É possível financiar até R$ 150 mil, que podem ser pagos em dez anos.

 

Em 2019, foram aprovados oito financiamentos para esse tipo de investimento. “Para o FDR ser liberado, o projeto deve ser aprovado pela Câmara Técnica. E é importante salientar que o projeto de energia fotovoltaica precisa ser exclusivamente voltado para uso na produção rural. Para funcionamento de máquinas e equipamentos ou para irrigação, por exemplo. É preciso que a propriedade seja produtiva e que a renda do agricultor venha majoritariamente da propriedade”, explica Rohden.

 

 

Programa de trabalho

Em 2019, a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF) desenvolveu um programa de trabalho para auxiliar na implantação de uma política de incentivo às energias renováveis no DF. A iniciativa faz parte do Plano Estratégico 2019-2060 do governo local, que quer estimular uso da energia fotovoltaica.

 

O DF é caracterizado por um período seco de aproximadamente seis meses, entretanto recebe energia gerada de hidrelétricas distantes: da Usina Hidrelétrica de Furnas e da Usina de Itaipu.

 

Projetos em andamento

Em 2019, a Emater-DF realizou a modelagem para implantação de sistema fotovoltaico nos escritórios locais, que geraria uma economia de R$ 50 mil por ano; modelagem de implantação de sistema fotovoltaico no edifício-sede da Emater-DF, que poderia operar com a capacidade de geração de 1.9MW/h, com potencial de economizar cerca de 4 milhões de reais por ano. “Essa quantidade atenderia a demanda do edifício e sobraria crédito para uso do governo”, diz Petrillo. Para serem colocados em prática, os projetos precisam de orçamento.

 

Petrillo também fez a modelagem de implantação de sistema fotovoltaico para o GDF e a apresentação de proposta de política pública de incentivo às energias renováveis junto à Secretaria de Desenvolvimento Econômico. Também há estudo para implantação de sistemas fotovoltaicos em escolas públicas rurais do DF.

 

Ano passado foram realizadas ações de divulgação de sistema fotovoltaico, na AgroBrasília e em outros quatro eventos realizados pela empresa, além de reuniões com associações de produtores.

 

 

A Emater-DF
Empresa pública que atua na promoção do desenvolvimento rural sustentável e da segurança alimentar, prestando assistência técnica e extensão rural a mais de 18 mil produtores do DF e Entorno. Por ano, realiza cerca de 150 mil atendimentos, por meio de ações como oficinas, cursos, visitas técnicas, dias de campo e reuniões técnicas.

 

 

 

Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal - Governo do Distrito Federal

Emater-DF

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