Governo do Distrito Federal
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17/09/20 às 3h17 - Atualizado em 17/09/20 às 3h17

Assistência técnica e tecnologias alavancam produção de morango

Cultivo semi-hidropônico de morango

 

Nos últimos anos, a cultura do morango obteve vários avanços, principalmente em variedades, técnicas de manejo e de produção. E isso possibilitou que a produção expandisse no Distrito Federal, região que não tinha tradição no seu cultivo. Em 1995, quando surgiu a Festa do Morango, eram 60 produtores que cultivavam a fruta na região de Brazlândia em 60 hectares de produção. Atualmente, a área de produção no DF é de quase 174 hectares, com 225 produtores. A estimativa é que em 2020 a safra chegue a 7 mil toneladas.

 

O papel da Emater-DF em conjunto com instituições de pesquisa foram fundamentais para aportar conhecimentos nas diferentes áreas, de modo a dar condições ao agricultor de ter boa rentabilidade e garantir a sustentabilidade na sua área de produção. Com resultados cada vez mais positivos na produção, mais produtores passaram a cultivar morangos.

 

“Pode-se destacar como principal fator do desenvolvimento da produção de morangos no DF a introdução de novas variedades, com adaptabilidade na região, bem como tecnologias como irrigação por gotejamento, fertirrigação, microtúneis e manejos biológicos”, conta o gerente da Emater-DF em Alexandre de Gusmão, Hélio Lopes.

 

Histórico

 

 

Algumas tecnologias usadas na produção de morango

 

Mulching

 

O mulching é a tecnologia usada para cobertura de canteiros de morangueiro com a finalidade de proteger o solo, manter a umidade, melhorar o aproveitamento de fertilizantes e qualidade do solo, reduzir a infestação de plantas daninhas, evitar o contato direto do morango com o solo, entre outros benefícios. O material mais usado hoje em dia são os filmes plásticos.

 

Irrigação por gotejamento

 

A quantidade de água demandada pela irrigação aumentou muito nos últimos anos, paralelamente à preocupação governamental com o uso dos recursos hídricos e energéticos. Nesse contexto, deve-se recorrer ao uso de métodos e técnicas de irrigação que minimizem o consumo de água e energia na produção agrícola.

 

O sistema de irrigação por gotejamento caracteriza-se pela aplicação de água em pequena quantidade e alta frequência na região radicular da planta. A irrigação por gotejamento tem apresentado vantagens em comparação com o sistema de aspersão, pois não aplica água sobre toda a área irrigada. Além disso, a irrigação por gotejamento tem potencial para atingir elevada uniformidade, possibilitando a aplicação de adubos via água de irrigação (fertirrigação).

 

Sistema de irrigação por gotejamento

 

Semi-hidroponia

 

O cultivo protegido semi-hidropônico é aquele em que o cultivo é feito em substrato (mistura de resíduos vegetais). Apesar de ter um custo mais alto para implantação, é uma boa opção para os agricultores que possuem área pequena para cultivo. “Para evitar a contaminação do morango pelo solo, é preciso fazer uma rotação de culturas e para quem tem pouco espaço, nem sempre é viável. O cultivo protegido semi-hidropônico diminui o risco de doenças nas plantas e pode-se colher por um ano e meio a dois anos, enquanto o cultivo convencional, no solo, vai só de maio a setembro”, explica Lopes.

 

Outra vantagem está relacionada ao bem-estar dos trabalhadores, que não precisam abaixar para o manejo e colheita. Entretanto é uma técnica ainda pouco usada no DF – apenas três produtores produzem nesse sistema.

 

Controle biológico de pragas

 

A Emater-DF tem buscado levar ao agricultor tecnologias para redução no uso de agrotóxicos e inovações para melhorias da produção.

O controle biológico consiste em colocar inimigos naturais que comem os insetos adultos e os ovos do ácaro-rajado, principal praga do morango no DF, especialmente no período seco e quente do ano. A adoção desse controle pode obter até 80% de eficiência se a liberação dos inimigos naturais for feita no momento adequado e na quantidade correta. Dessa forma, é possível contribuir para a redução do número de pulverizações de produtos químicos.

 

A técnica exige um manejo cuidadoso por parte dos produtores como, por exemplo, realizar inspeções semanais na lavoura para observar os resultados.

 

A Emater-DF


Empresa pública que atua na promoção do desenvolvimento rural sustentável e da segurança alimentar, prestando assistência técnica e extensão rural a mais de 18 mil produtores do DF e Entorno. Por ano, realiza cerca de 150 mil atendimentos, por meio de ações como oficinas, cursos, visitas técnicas, dias de campo e reuniões técnicas.

Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal - Governo do Distrito Federal

Emater-DF

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