Governo do Distrito Federal
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10/05/16 às 15h16 - Atualizado em 29/10/18 às 11h37

Agricultores podem produzir energia elétrica

 

Redução de emissão de gases de efeito de estufa, aumento da diversidade da oferta energética, diminuição de custos, aumento da autossuficiência e diminuição da susceptibilidade ao aumento do preço da energia elétrica. Esses são os principais motivos para que o produtor rural, além de produzir alimentos, passe a produzir energia elétrica.

 

Para que isso se torne realidade no Distrito Federal e Entorno, a Emater-DF, a Embrapa Agroenergia e o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) promoveram o Seminário de Energias Renováveis na Agricultura, nesta terça-feira (10), na AgroBrasília 2016. O evento foi o início de uma série de parcerias e discussões para políticas públicas voltadas à produção de energia elétrica com o uso de fontes abundantes no meio rural: sol, vento e biomassa (biodiesel e biogás).

 

“O produtor deve buscar formas de produzir mais, gastando menos. Para isso, as fontes de energias renováveis são alternativas viáveis”, disse o presidente da Emater-DF e da Asbraer, Argileu Martins, que moderou o seminário.

 

Incentivo — “Ainda não temos no DF um programa voltado a energias renováveis, mas vamos consolidar uma proposta e levar ao governador. Dentro do planejamento estratégico do Governo de Brasília, há expectativa de que a capital federal seja reconhecida como uma cidade sustentável”, disse o secretário de Agricultura, José Guilherme Leal.

 

Como proposta para que as tecnologias de energias renováveis possam ser acessadas pela agricultura familiar, o secretário falou que é importante a qualificação dos técnicos da Emater-DF no tema. “É preciso que a Emater se qualifique para saber avaliar, junto com o produtor, a viabilidade de implantação dessas tecnologias de acordo com a realidade de cada um”, falou. Ele lembrou, ainda, que os equipamentos podem ser incluídos nos projetos de crédito do Fundo de Desenvolvimento Rural (FDR), com juros de apenas 3% ao ano.

 

O coordenador geral de biocombustíveis do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Marco Aurélio Pavarino, disse ser necessário ter um programa nacional para dar conta das oportunidades. Ele falou das linhas de crédito, como o Pronaf, para implantação de algumas tecnologias de energias renováveis e do selo Combustível Social – que permite ao produtor de biodiesel ter acesso as alíquotas de PIS/Pasep e Cofins com coeficientes de redução diferenciados para o biodiesel, que varia de acordo com a matéria prima adquirida e região da aquisição, incentivos comerciais e de financiamento.

 

O secretário-adjunto de meio ambiente, Cássio Azevedo, observou que há acordos de cooperação entre a Secretaria do Trabalho e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) para formação de 150 técnicos para instalação e manutenção de placas solares como uma das medidas para incentivar o setor. “A crise hídrica é uma realidade. Pensando nessa situação, queremos incentivar o uso de energias renováveis. Entendemos que as características do DF são favoráveis e temos que aprimorar os estudos econômicos, deixando claro o custo-benefício para os produtores rurais”, explicou.

 

Segundo o chefe-geral da Embrapa Agroenergia, Manoel Teixeira, há uma série de oportunidades de integrar essa energia para o produtor com o uso de resíduos da produção.

 

Além de representantes de instituições públicas, participaram do evento produtores, técnicos e representantes de empresas privadas do setor.

 

Circuito – No Espaço de Valorização da Agricultura Familiar (Evaf) há um circuito dedicado ao tema energias renováveis, com demonstração do uso da energia fotovoltaica (solar), eólica e de biomassa.

 

 

Carolina Mazzaro

Assessoria de Comunicação da Emater-DF

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